• Samantha Maia

A volta dos abraços

Atualizado: 18 de mar.


Há 2 anos compreendemos a dureza do real significado das palavras pandemia e quarentena. Uma doença nova tomou de assalto o mundo inteiro e virou de cabeça para baixo nossas vidas.

“Fique em casa”, “use máscara”, “use álcool em gel”, “distanciamento social”, “não aglomerar”, “não abraçar” foram as frases mais usadas por todo esse período. Regras e mais regras, mudança de hábitos foram necessários para salvar vidas. E fomos nos acostumando com essa nova realidade. Tentando viver no “novo normal”.

Aos poucos fomos vivendo do jeito que dava. E se passaram 2 anos. Muitos já conseguem sair como se não houvesse ameaça de uma nova variante, outros sofrem para sair de casa. E uma coisa está voltando forte tocando nossos corações: o abraço. Como fez falta nesse período! Não há maior demonstração de carinho como um abraço apertado. Conforta, aproxima e acalenta.

E é sobre o abraço que precisamos falar! Precisamos tanto dele que parece que ficou um buraco nesse período. A falta dele nos fez distantes e saudosos. Mas ele está voltando em cada encontro.

As sequelas da ausência desse afeto podem ser percebidas em crianças como o meu filho de 3 anos. Felipe é filho da pandemia. Mal começou a andar, falar e interagir, já foi submetido ao distanciamento social e à prisão domiciliar. Ficou dois terços da vida convivendo com um universo limitado de pessoas, vendo sorrisos de poucos, sentindo poucos toques, restrito ao afeto de poucos e hoje não sabe abraçar.



O consolo é que criança aprende rápido e se acostuma à nova realidade com facilidade. Ninguém resiste a um bom abraço e a geração de pequenos que conheceu a dura realidade da pandemia tão cedo, rapidamente vai se acostumar que quanto mais abraços melhor a vida fica.

Xô pandemia! Como diria Gil, aquele abraço!

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