• Fabiano Lana

O filme de sua vida é melhor


A conclusão é inescapável: o “Filme da Minha Vida” não será o filme de sua vida. A terceira obra dirigida por Selton Mello se esmera no bom gosto, na elegância, no estilo, na delicadeza, no figurino, mas falta dramaticidade. Fica um esboço de trama que mal se inicia, fiapos de história que não se desenvolvem.

Selton Mello sem dúvida é um dos atores/diretores mais talentosos que já apareceram nos últimos anos. Costuma-se metamorfosear nos personagens que interpreta a ponto de acharmos que não se trata de um ator, mas de um encarnado. Como diretor começou muito bem com “Feliz Natal”. O badalado “O Palhaço”, segundo filme, é um encanto, mas já demonstrava falta de fôlego.

No “Filme da Minha Vida” as adversidades que o protagonista Tony enfrenta na pequena Remanso se desenvolvem aquém das potencialidades. Enigmas são resolvidos antes de serem amadurecidos. Impasses amorosos em potencial não são desenvolvidos como poderiam. Conflitos se dissolvem antes de se tornarem interessantes para o espectador.

foto - divulgação

Foto: Divulgação

Petra, o personagem da atriz Bia Arantes começa a roubar a cena, mas não se desenvolve.

São quase duas horas de filme e a impressão é a de que não fomos além da introdução da história. Boa parte de nós já viveu filme pessoal mais intenso. Confira aqui a programação.

Fabiano Lana é jornalista, filósofo, cinéfilo, colecionador de discos de vinil e colaborador da Se7e Cultura


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