• Fabiano Lana

Sobreviver não é justo


As utopias pessoais e das nações aspiram ao fim dos conflitos. A paz universal, o nirvana pessoal. Mas o que seria da arte se as sociedades e as pessoas resolvessem de fato seus desentendimentos? E o que seria do cinema sem a guerra? Restaria mutilado. Ferido talvez de morte. Dentro dos filmes de escaramuças armadas, o subconjunto de obras sobre a II Guerra Mundial merece destaque. Lembre-se de filmes como Fugindo do Inferno (The Great Escape, 1963), com Steve McQueen. Que Frisson, frio na barriga! É do sub-sub item Segunda Guerra que trata de fugas.

Foto: Divulgação (Dunkirk)

O sub-sub item de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial que versa sobre fuga de soldados aliados dos nazistas acaba de ganhar mais um candidato a obra prima: Dunkirk, de Christopher Nolan. Aborda a escapada dos aliados de Dunquerque, litoral da Bélgica, do cerco nazi. Era maio de 1940, época da Blitzkrieg alemã, quando os exércitos de Hitler praticamente passaram um rolo compressor sobre o Leste e Oeste da Europa restando aos inimigos debandar. Nesse caso, eram 350 mil soldados que sob os morteiros precisavam atravessar o Canal da Mancha até chegar à Inglaterra de Churchill.

Existe mais ou menos uma fórmula dos filmes de ação em alternar momentos tensos e de relaxamento. Normalmente, o espectador descansa e depois entra em uma montanha russa cinematográfica, posteriormente respira, em seguida adentra em um trem fantasma em um contínuo sem fim. Em Dunkirk a frouxidão quase não existe. São três batalhas simultâneas, pelo ar, pelo mar e pela terra onde sobreviver nem sempre parece ter um critério justo, ao contrário. Você relaxa de uma batalha assistindo à outra.

Os três campos de batalha contam com as suas conexões trama, importantes para o desenvolvimento de uma história com poucos diálogos e muita explosão e rajadas. Mas o que une tudo mesmo é a trilha sonora, de um sujeito chamado Hams Zimmer, que deveria ter mérito de ser codiretor de Dunkirk ou mesmo co-roteirista. A música orquestral mantém o pique, mantém a tensão, mantém o clímax. A trilha une as sequências de heroísmo, covardia, solidariedade, medo, egoísmo, generosidade, ações e demais sentimentos contraditórios comuns a todos humanos, mas exacerbados durante a guerra – do que a arte se aproveita e até usa como oxigênio.

Vá a Dunkirk. É frenesi vertiginoso. Confira aqui a programação.

Fabiano Lana é jornalista, filósofo, cinéfilo, colecionador de discos de vinil e colaborador da Se7e Cultura


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