Tudo junto e misturado: Google anuncia plataforma de jogos que funciona junto com o YouTube

Pense em todas os ingressos de cinema, todos as músicas, todos os programas de TV, incluindo os grandes sucessos como os filmes da Marvel, Game of Thrones ou o último disco do Ed Sheeran. Nenhum desses produtos de mídia andou perto do maior produto de entretenimento da história: o jogo Gran Theft Auto V chegou em 2018 a um total de vendas acumuladas de US$ 6 bi. E estamos falando aqui de um único jogo. Para se ter ideia do gigantismo dos games como indústria, as vendas do segmento em todo o mundo, em 2018, foram de cerca de US$ 135 bi. Esse número é três vezes maior que a soma da bilheteria de todos os filmes exibidos no mesmo período. E é 30% maior que o faturamento de todas as redes de TV do planeta e 8 vezes maior que todo o mercado de música. E o mais incrível: enquanto a TV perdeu faturamento, os games cresceram a taxas de mais de 10% com tendência de acelerar ainda mais.

Cerca de metade do faturamento dos games em todo mundo sai do seu, do meu dos nossos aparelhos celulares e tablets. Isso mesmo. Aqueles inocentes joguinhos, que às vezes são até gratuitos, movimentaram no ano passado cerca de R$ 250 bilhões e onde o Google já é uma grande potência graças à enorme base instalada de aparelhos Android. A outra metade dessa bolada ficou dividida entre jogos para videogames, e um pouquinho atrás, ficaram os jogos para computador, incluindo aqueles que são jogados por meio de um navegador de Internet. E é nesse segundo filão que o Google apontou sua nova aposta com a apresentação, nesta terça-feira, 19,  do Stadia, um serviço de games que vai aproveitar a infraestrutura de processamento na nuvem para que jogadores possam usar qualquer tela, desde a televisão da sala até o celular ou PC para jogar seus jogos como se estivessem utilizando um PlayStation ou um Nintendo.

Ao contrário dos jogos comuns, armazenados numa mídia física ou na memória de um aparelho, os jogos do Stadia estarão 100% na nuvem, arquivos e processamento. Então o que o usuário verá será como um vídeo interativo de alta performance. E isso vai demandar conexões muito rápidas para que na hora de dar o golpe fatal no vilão o jogador fique preso esperando o arquivo baixar. Outras empresas já têm projetos ou produtos parecidos, mas sem sucesso ou ainda por lançar, como é o caso da Sony, com o Playstation Vue, e a Microsoft com o Project xCloud, que ainda está numa fase inicial de criação. Curioso notar que Sony e Microsoft são as donas de dois dos três principais consoles de games do mercado: Playstation e xBox.

Ainda não informações sobre como será o serviço, se será uma assinatura como a Netflix ou o se o usuário terá que comprar jogo por jogo. Ou os dois. E não há data exata para a liberação do serviço ao público. Mas o que se sabe é que grandes produtoras de jogos já estão testando suas franquias na plataforma. Outra coisa que se sabe é que os jogos dentro do Stadia devem ter um forte aspecto social ancorado em funcionalidades relacionadas à maior plataforma de hospedagem de vídeos do mundo: o YouTube. Apesar de poder ser jogado até com os controles de outros sistemas, o controle oficial do Stadia traz dois botões diferentes dos concorrentes (além de não estar ligado em nenhum console, evidentemente) sendo um que inicia a transmissão de jogos e outro que ativa um microfone que permite interação com o assistente de voz Google Assistant. Os usuários também poderão acompanhar jogos de outros jogadores pelo Youtube, e se for um jogo que permita esta ação, entrar naquele exato instante do jogo que está vendo.

O Google é famoso por apostar alto em novos produtos e descartá-los sem nenhum remorso se não dão o resultado esperado. E o Stadia vai colar? Quase todo fã de games tem essa resposta na ponta da língua: antes de qualquer outra coisa, vai depender dos jogos que forem oferecidos.

Foto: Divulgação.

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com estratégia de mercado e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital   

Universo de heróis de Batman e Superman terá o próprio serviço de streaming

Apesar de não estar conseguindo o mesmo sucesso nas telonas que sua principal concorrente, a Warner Bros vai lançar um serviço de assinatura de conteúdo focado no universo dos super-heróis Batman, Superman e Mulher-Maravilha e outros personagens da DC Comics. O DC Universe vai reunir não apenas os filmes do estúdio (Homem de Aço, Liga da Justiça, Batman Vs Superman, Mulher-Maravilha, Batman Begins e outros), como também oferecer outras atrações baseadas neste universo criativo, o que é bastante conteúdo. Poderíamos citar como possibilidades as séries de TV (Flash, Arrow, Supergirl, Gotham, Batman de 1966) como também os populares desenhos animados (Batman Animated, Justice League Unlimited, Static Shock). No entanto, nem todos estes conteúdos podem estar disponíveis logo no lançamento devido á questões de contratos já existentes, como é o caso, por exemplo, da série Raio Negro, que tem contrato com a Netflix. Além disso, a plataforma, que deverá ser lançada ao público já em agosto, deverá trazer conteúdos inéditos próprios, como a série live-action Titans, (que chegará em breve aos cinemas em versão desenho animado infantil), e outras animações como Harley Quinn e Young Justice: Outsiders.

 

Apesar da clara intenção de brigar pelo mesmo público da Netflix, que além da séries em parceria com a Marvel Comics, tem também os filmes da mesma editora em seu catálogo, o DC Universe pretende ir além de plataforma de VOD. Os assinantes terão direito, além dos filmes, a ler qualquer revista publicada pela editora desde os anos 30. Outra diferença é que a plataforma também será um marketplace para produtos relacionados aos heróis da DC, incluindo brinquedos e itens exclusivos que só serão comercializados pelo serviço. Por fim, haverá também um aspecto de rede social para os fãs da DC Comics. Uma proposta mais ousada que lembra de certa maneira muito mais o do serviço da Amazon Prime do que o modelo Netflix.

 

O DC Universe deve começar ainda em beta a partir do próximo mês, mas foram informadas nem a data exata nem os valores de assinatura. O serviço estará restrito apenas aos EUA, por enquanto e planos para outros países devem ir surgindo possivelmente no fim de 2018 ou começo de 2019. DC Universe será tecnologicamente compatível com dispositivos iOS, Apple TV, Android, Android TV, Chromecast e Amazon Fire TV, além dos principais navegadores de internet para computadores. Ao que parece não haverá compatibilidade imediata com smart TVs, vídeo-games, blu-disc players e outros tipos de aparelhos conectados.

 

O anúncio do DC Universe causou uma razoável surpresa no mercado de serviços de VOD. Em primeiro lugar por que veio sem nenhum aviso prévio, ao contrário da Disney que vem sinalizando desde o ano passado que o seu serviço próprio, que sequer tem data ainda para abertura para o público, centralizará marcas como Marvel, Star Wars, Indiana Jones e todas as produções da Disney numa única plataforma. E depois pela especificidade do conteúdo, já que nenhum outro grande serviço é tão voltado para um nicho de fãs. Um sinal de uma maior fragmentação de um mercado que tem cada vez mais concorrentes?

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital

YouTube Red acerta golpe certeiro

Pouca gente ouviu falar dele, mas o YouTube tem uma versão paga do serviço de hospedagem de vídeos. O YouTube Red (não confundir com o RedTube, dedicado à pornografia) permite ver qualquer conteúdo disponibilizado sem anúncios no começo ou no meio dos vídeos, streaming de alta qualidade, opções de salvar vídeos offline e áudio do vídeo em segundo plano. Além disso, o YouTube Red oferece algumas produções exclusivas do serviço, tal como as produções originais da Netflix e Amazon Prime. 

 

O que muita gente neste negócio já notou é que conteúdo, acima de qualquer outra característica, é o que conta para atrair o público. E bom conteúdo está disputado à tapa. E produzir também não é fácil nem barato. A Netflix, por exemplo, tem bilhões de dólares empacados. Já o YouTube Red tem ali umas três dezenas de séries e filmes e aparentemente ninguém se importa com elas. Mas uma única série original da plataforma, chamada Cobra Kai, de repente se tornou um fenômeno de público, crítica e de nostalgia desenfreada.

 

Se você, assim como eu, está na faixa dos 40 anos, vai lembrar o sucesso que foi o filme Karatê Kid (1984) que mostrava a saga do garoto magrelo e de voz esganiçada chamado Daniel LaRusso (ou Daniel-san, para os íntimos), que começa a aprender karatê com um velho e boa praça japonês para poder se livrar dos caras que sacaneavam ele na escola e que também treinavam karatê no famigerado “dojo” chamado Cobra Kai, cujo lema era “Ataque primeiro, ataque forte, sem misericórdia”. O velhinho japonês, o senhor Miyagi, ensina karatê para o jovem indisciplinado usando os métodos mais estranhos, como pintar uma cerca ou polir carros com cera. No fim dá certo e Daniel vence o torneio de karatê contra a academia do mal, que tem como seu principal aluno o loirinho rico e malvado, Johnny Lawrence, que luta sujo e termina o torneio levando o famoso chute da garça (se você não conhece esse chute, google it) bem na cara.

 

Apesar de ter tido três continuações, a série Karate Kid nunca alcançou o mesmo sucesso do seu original, que teve inclusive a indicação de Pat Morita (Miyagi) para Oscar de ator coadjuvante. Ainda houve um remake, produzido sob medida por Will Smith para colocar seu filho, Jaden, como o novo Karatê Kid, que na verdade lutava kung fu e tinha como o tutor o grande Jackie Chan.

 

Apesar do relativo sucesso do remake, o Karate Kid original continuava vivendo no coração dos fãs. Em algum momento da década passada, começou a circular uma desconstrução da narrativa do filme original, que colocava Daniel não como vítima e depois herói, mas como um moleque folgado, indisciplinado e que criava as próprias confusões em que acabava apanhando de gente que estava só tocando a sua vida, como o jovem Johnny. Coincidência ou não, a tese apareceu na série How I Met Your Mother, incluindo as participações de Macchio e Zabka em alguns episódios. E em grande medida, a nova série, passada 34 anos depois do filme original, compra essa ideia. Na verdade, a série do YouTube começa quase exatamente no final de Karate Kid de 1984. Com Johnny levando um chute na cara e caído no chão. Aí ele “acorda” em 2018 e descobrimos que ele virou um operário, dirige o mesmo carro que tinha há 30 anos e vive num apartamento que lembra muito um chiqueiro. Mas tal qual aconteceu com Daniel e Miyagi, Johnny acaba salvando a pele do adolescente Miguel Diaz de um grupo de garotos e começa aí uma atrapalhada relação de mestre e pupilo, incluindo a reabertura do politicamente incorreto “dojo” Cobra Kai. Obviamente, Daniel LaRusso, agora um empresário destacado da comunidade, não fica satisfeito em ver seus antigos algozes de volta ao pedaço. Daí em diante os caminhos de Daniel e Johnny passam a se cruzar cada vez mais, em uma grande jornada de descobertas pessoais.

 

Mesmo com essa premissa simples, embalada numa overdose de nostalgia dos anos 80 por meio de músicas e filmes que aparecem de forma a construir momentos importantes na trama, a série está sendo um sucesso de crítica e de público. No Rotten Tomatoes, o programa tem nota 100%, o que quer dizer que todas as críticas registradas foram positivas. A nota do público também é generosa: 96%. Já os números da audiência são bem expressivos. O primeiro capítulo teve mais de 20 milhões de visualizações na primeira semana. São números altos comparados com qualquer produto de mídia hoje. O final da última temporada de Game of Thrones teve “apenas” 12 milhões de espectadores no dia da exibição. E apesar das principais plataformas de VOD não divulgarem seus números de audiência, Cobra Kai ficou na frente de qualquer outra série na repercussão nas mídias sociais.

 

Mas como foi colocado lá em cima, o YouTube Red não está disponível no Brasil enquanto pacote de serviços. Mas os dois primeiros episódios estão abertos para assistir no próprio YouTube e os outros oito capítulos podem ser comprados por meio de uma conta do Google Play, a mesma que os usuários usam para comprar aplicativos.

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital

Netflix está numa fase meio Game of Thrones

Iniciativas dos próprios parceiros podem tirar a Netflix do trono dos serviços de streaming?

 

Uma das séries mais pedidas pelos usuários da Netflix é Game of Thrones. Mas a série da luta das casas nunca chegou ao serviço de vídeo sob demanda mais popular do mundo porque a HBO, dona da série, tinha seus próprios planos ao manter a turma de Westeros em seus próprios canais e serviços de VOD. Mesmo com esta “pequena” ausência, a Netflix seguiu com toda realeza acima de todos os outros serviços e se tornou a mais abrangente plataforma de vídeo com assinatura do planeta. Até mesmo a Disney, a dona de algumas das franquias mais rentáveis do entretenimento mundial, se uniu ao serviço e trouxe para a plataforma atrações como Star Wars, Indiana Jones, os filmes e séries da Marvel e outros, como se dizia antigamente, campeões de audiência.

 

Mas assim como em Game of Thrones, a vaga do posto de rei é uma só e muitos querem o lugar, inclusive aqueles que estão do seu lado. Assim, entra na história a Fox, outra gigante do entretenimento, e que tem como uma de suas grandes franquias cinematográficas o universo dos X-Men. A Fox havia feito um acordo com a editora Marvel, que passava por um período de vacas magras nos anos 90, para utilizar vários de seus heróis em adaptações para as telonas. Foi daí que saíram os projetos de mais de uma dezena de filmes com os mutantes Charles Xavier, Wolverine e até mesmo o mercenário Deadpool.

 

Mas tempos depois a Marvel lançou seu próprio universo cinematográfico e acabou sendo comprada pela Disney, que transformou o que tinha nas mãos em um projeto de filmes seriados cada vez mais lucrativos com Homem de Ferro, Capitão América e outros. Mas o universo cinematográfico Marvel estava incompleto, pois além dos X-Men e do Quarteto Fantástico, outros personagens importantes estavam por aí em outros acordos com estúdios, como o Homem-Aranha. Mas de pouco em pouco a Disney vem reunindo os personagens outra vez e já foi possível ver a volta do Aranha em pelo menos dois filmes junto com outros personagens da Marvel e com pelo menos mais três para o futuro.

 

Mas alguns dos movimentos seguintes da Disney foram duros golpes no futuro da Netflix. A Fox, que já havia anunciado a sua saída gradativa do serviço de streaming, também para valorizar seus próprios serviços, incluindo o Fox Premium, fechou um acordo de venda de toda a sua divisão de entretenimento para a Disney por mais de US$ 50 bilhões. Isso significava não só que os X-Men e o Quarteto Fantástico poderiam ter novos filmes lançados no mesmo universo unificado dos Vingadores, como também a Disney se tornava dona de títulos como Walking Dead, Aliens, Avatar, Simpsons, além dos canais de TV da Fox, como National Geographic, Fox Life e FX. Mas isso seria bom para a Netflix, já que a Disney e a Netflix são parceiras, certo? Não. Paralelamente a Disney anunciou a criação de seu próprio serviço de VOD, que ainda não tem nome ou modelo de negócio apresentado ao público, mas o objetivo e lançar no início de 2019, e daí em diante levar gradativamente todo o conteúdo Disney para o seu próprio serviço. A Disney até comprou uma própria empresa para criar solução tecnológica, que foi a BAMTech, responsável pela plataforma de transmissão da MLB, liga de beisebol americana.

 

A Netflix nega haver uma crise e seus executivos garantem que há planos em parceria para muito além de 2019, inclusive a produção de séries de TV da Marvel, como Demolidor e a recente Justiceiro, que já havia sido adaptada em três diferentes ocasiões para o cinema. Por outro lado, executivos da Disney dizem que a ideia é muito ampliar o leque de produtos e atender diferentes públicos. Mas o fato é que cada vez mais a Netflix investe em programas próprios, visando reduzir sua dependência de parceiros. Mas parece que todo dia um amigo vira adversário. Igual a Game of Thrones. Só espero que a Netflix não acabe como Ned Stark.

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital

HBO GO passa a ser oferecida sem necessidade de assinatura de TV

Alguns canais de TV por assinatura já ganharam reputações quase míticas no que se refere à sua programação. No caso da HBO, a marca é a excelência de suas atrações. Algumas das séries de TV contemporâneas mais importantes levam em sua abertura o selo com as três letrinhas que significam Home Box Office. Séries mundialmente aclamadas por público e crítica como Game of Thrones, Westworld, Veep e, para mim a melhor série dramática de todos os tempos, Família Soprano. No total são mais de 2 mil títulos que incluem também atrações nacionais próprias de primeira linha como Magnífica 70, O Negócio e Filhos do Carnaval. Há também uma ótima linha de documentários. E a HBO faz um jogo duríssimo. Seus produtos, com raras exceções, não foram disponibilizados em outras plataformas. E ainda por cima tem acordos com parceiros como Warner/DC, dona de franquias como Harry Potter e Batman.

 

Assim como outros sistemas de VOD, a HBO GO funciona em diversas plataformas diferentes, como celulares e tablets com Apple e Android, computadores, videogames e outros. No entanto, as boas notícias meio que acabam aqui. Antes a HBO GO era oferecida como um serviço extra para os assinantes dos pacotes HBOMax. Agora já é possível assinar apenas o serviço, sem ter nem contrato de TV a cabo. O primeiro grande problema é que o serviço chegou ao Brasil por meio de uma parceria com a Oi. Então para acessar o conteúdo você precisa ser assinante de banda larga Oi, que não está disponível em estados como São Paulo. Mas a ausência será por pouco tempo se depender apenas da HBO que quer fechar parcerias com outras operadoras de banda larga. Brasília é uma das praças que já permitem a assinatura.

 

O outro fator negativo é o preço: R$ 34,90 por mês. A Netflix oferece o serviço a partir de R$ 19,90 e por um pouco a mais que a HBO é possível ver filmes em quatro telas simultâneas em 4K. Já o serviço Amazon Prime sai por R$ 14,90 e o Globo Play tem uma tarifa de R$ 15,90 mensais. Somando tudo já estamos próximos do valor de uma assinatura de TV que daria acesso também aos serviços associados. De qualquer modo, está aí mais uma opção de serviço VOD para os assinantes. E outras novas devem chegar ao país nos próximos meses.  

 

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital

Samsung lança TV disfarçada de obra de arte

O lugar da TV em casa vem mudando ao longo do tempo. Se você vivesse no começo dos anos 50 e estivesse comprando a sua primeira TV provavelmente teria um estranho móvel em casa, com imensas antenas e uma minúscula tela de 10 polegadas quase redonda, que usava materiais como baquelite (um tipo de resina plástica), madeira e metal, com muitos enfeites e treliças para disfarçar a necessidade de saídas para o ar quente. E quando eu falo móvel é móvel mesmo. De madeira e possivelmente com rodinhas para ser levada da sala de estar para a sala de jantar (ou onde fosse possível pegar o péssimo sinal). Pulando para o fim dos anos 60 a TV se consolidou como um móvel para a sala de estar da família, já era bem menor e misteriosamente quase sempre tinha pés do tipo palito, o que era intrigante, pois aquele caro aparelho ficava suspenso 40 centímetros do chão apoiado por quatro finas perninhas de madeira. Nessa época surgiram os primeiros sistemas integrados de TV com telas maiores, toca-discos e rádio integrados. Ou seja, um tipo de avô do Home Theater onde você poderia ouvir bem alto o som de péssima qualidade da transmissão da época. Pulando para os anos 80, a disseminação do VHS fez com que a TV buscasse uma área mais íntima em casa, onde as pessoas podiam ver de pijamas maratonas de filmes alugados sem o risco de serem interrompidas por uma visita. Mas a chegada dos sistemas digitais de entretenimento, como o DVD e as TVs de tela plana de LCD e plasma empurraram os aparelhos de volta para um lugar de honra da casa, pois os donos dos caríssimos Home Theaters queriam mostrar seus aparelhos para as visitas.

 

Mais recentemente a evolução das TVs fez com que as telas ficassem cada vez mais finas, mais baratas e com mais funcionalidades, chegando enfim às TVs inteligentes com serviços como Netflix, Skype, Facebook, aulas de yoga, jogos e outros. Mas para onde a TV vai agora? Segundo a Samsung, maior fabricante de TVs do mundo, uma possibilidade é sumir. Ficar invisível ou ao menos muito discreta. Assim nasceu a The Frame TV, que é um aparelho com tela de LED, resolução 4K e HDR Premium (vamos falar dessa sigla em breve). Se você voltar à imagem no começo deste texto, a TV é aquele quadro grande com uma pintura colorida. Sim, é uma TV disfarçada de quadro. E não é só a moldura ao redor da tela que a faz diferente. Ela possui moldura de madeira, é super fina e substitui aquele monte de cabos por um único cabo óptico transparente e discreto. Se você olhar de lado pensará que é um quadro normal. E quando você está vendo TV e “desliga” o aparelho ele pode entrar automaticamente no modo de exibição de arte, que fica ativo enquanto o sensor de presença embutido perceber que há alguém próximo. Se não houver, a TV desliga a tela por conta própria. Outro sensor, o de luminosidade, faz ajustes automáticos de brilho para o painel, dando uma impressão mais realista de se estar vendo um quadro e não uma televisão mostrando um quadro.

 

Junto com a TV, a Samsung também oferece um serviço de curadoria de arte. Os donos da The Frame TV podem optar por uma das 100 obras disponíveis na memória do equipamento, todas divididas em categorias como arquitetura, vida selvagem ou pintura. Também é possível comprar imagens na loja The Frame Store. Imagens avulsas custam R$ 66 ou optar pela assinatura do serviço, que custa R$ 16 por mês com acesso ilimitado a todo o acervo disponível, incluindo grandes artistas como Monet. Mas se você preferir aquela foto de família, pode enviar por meio do smartphone. Em outros mercados há três opções de tamanho: 43, 55 e 65 polegadas. No Brasil, ao menos por enquanto, só a versão de 55 polegadas está disponível exclusivamente na Fast Shop com preço sugerido pela Samsung de R$ 8.999. É um preço alto. Mas se você comprar vai poder dizer que tem na sua sala “a mais bela TV já fabricada”, ou que tem uma peça do designer suíço Yves Behar, que criou a TV para a Samsung.

 

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital

A tecnologia está mudando até o seu jeito de ir ao cinema

Se você, como eu, cresceu nos anos 80 vai se lembrar que escolher o filme que seria assistido naquele dia passava praticamente por dois caminhos: o primeiro era o caderno de cultura dos jornais com seus anúncios em preto e branco e imagens quase sempre de péssima qualidade indicando em qual cinema o filme estava passando e o horário, além da censura (nessa época era censura ainda, não classificação indicativa), há quantas semanas estava em cartaz e se aquela era a penúltima ou a última semana de exibição. A segunda opção era o Disque Programação de Cinema, um serviço oferecido pela empresa de telefonia (na época só havia uma) em que uma voz monótona explicava o nome do cinema, o filme que estava passando, o gênero, a duração e os horários. Não era a Siri nem o Google Now, mas resolvia. De posse da informação era só sair cedo de casa, pegar a fila, comprar o ingresso para a próxima sessão (ou a seguinte caso os ingressos acabassem antes da sua vez) e curtir seu filme.

 

Com a Internet, disponibilizar e consultar a programação de cinema ficou muito mais fácil. Obviamente, o comércio eletrônico também nos poupa de passar aquela vergonha de chamar o “crush” para um cineminha e chegar lá e não encontrar lugar. Mas, basicamente, o modelo de negócio continua o mesmo. Escolhe o filme, compra o ingresso, paga, entra na sala e vê o filme. Mas um serviço chamado Primepass está querendo mudar isso. Basicamente ele é o “Netflix” dos cinemas. Ao invés de pagar uma entrada por vez o usuário paga uma mensalidade que permite assistir um filme por dia.  Para assinar o serviço basta baixar o aplicativo, escolher o seu plano de uso com o valor que quer pagar, registrar seu meio de pagamento e pronto. Atualmente cerca de 2.500 salas de cinema em todo o país aceitam o Primepass. Em Brasília é possível ver filmes em todas as salas Cinemark, Kinoplex, Espaço Itaú de Cinema e Multicine.

 

Os planos de assinatura começam com o valor de R$ 59,90, que permite ver filmes de segunda à quarta, sendo um filme por dia e no máximo 12 sessões por mês. O plano intermediário já permite ver um filme por dia, incluindo sábados e domingos, por R$ 79,90. Por fim temos o plano VIP, que também libera o acesso às salas do tipo IMAX e VIP, por R$ 139,90. Mas nenhum desses planos permite ver filmes 3D, algo que eu dispensaria não fosse o fato de certos lançamentos saírem quase que exclusivamente em 3D. Para isso, o usuário paga R$ 29,90, como adicional mensal. Outro problema é que por uma questão de segurança o assinante só pode fazer a reserva de seu ingresso se estiver próximo ao cinema, mesmo que não seja hora da sessão. Aí basta entrar no aplicativo, escolher o seu filme e reservar seu ingresso. Chegando aos cinemas é só ir à bilheteria preferencial e liberar sua entrada. Outro problema é que não tem nenhuma vantagem para o acompanhante, que paga o ingresso normalmente.

 

É caro? Talvez. Mas vai depender da sua frequência nos cinemas. Com um ingresso por cerca de R$ 25, um filme por semana já paga com sobra o valor do plano intermediário. Também há a questão de que uma vez pagando o Primepass, suas opções de cinema ficam um pouco mais restritas. Mas quem sabe essa não é a tendência para fidelizar o espectador? Eu mesmo vi 70% dos filmes no último ano no mesmo cinema. E lá aceita Primepass.

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YouTube confirma algumas coisas que já desconfiávamos: estamos vendo cada vez mais vídeos online

A Google/YouTube apresentou uma interessante pesquisa na semana passada sobre o hábito de assistir vídeos e TV no Brasil. Apesar de não causar exatamente surpresa, a pesquisa realizada pelo Instituto Provokers aponta que, na média de horas assistidas de vídeos na internet por semana, saímos de 8,1 em 2014 para 15,4 em 2017. Ou seja, quase dobramos o tempo em que ficamos vendo gatinhos, youtubers e filmes em diversas plataformas como o próprio YouTube, WhatsApp, Facebook e Netflix.  No entanto, considerando a população em geral, os números apontam que também aumentamos (um pouco) o tempo dedicado à TV (aberta ou por assinatura) em quantidade de horas semanais, saindo de 22 horas em 2014 para 23 horas em 2017.  No total, são cerca de 40 horas semanais de vídeo. Os dados foram coletados com 1.500 participantes, de ambos os sexos, com idades de 14 e 55 anos das classes A, B e C.

 

Segundo o levantamento, 62% das pessoas já usam smartphone. E é nesta plataforma que assistem 55% dos vídeos online, deixando os outros 45% para computadores, tablets, TVs conectadas e outros aparelhos. Interessante notar que do público geral que assiste TV no considerado “horário nobre”, 69% vê TV e usa o celular ao mesmo tempo. Entre os jovens o número sobe para 76%.  Já de uma forma geral, 87% do público diz usar o celular em algum momento enquanto está assistindo TV.

 

A apresentação da Google foi muito focada na questão desta relação entre internet x TV e traz algumas constatações curiosas. Para 56% dos entrevistados, eles já sentem que passam mais tempo assistindo a vídeos na internet do que na TV, mesmo os números dizendo que não é verdade, mas é essa a impressão. Entre os entrevistados, 74% disseram não ter intenção de assinar um plano de TV a cabo e 83% buscam na web conteúdos em vídeo que não estão disponíveis na TV.

 

Outro número importante apresentado foi que, para os brasileiros, o YouTube é o serviço mais associado ao conceito de vídeo online. Para os entrevistados a plataforma da Google também é o melhor serviço para buscar informações sobre gastronomia, moda, games e música. 

 

Também foram mencionados dois pontos interessantes para os usuários do YouTube na apresentação. Um bom e um ruim. O bom é que o serviço de assinatura YouTube RED, que possui assinatura como a Netflix e permite acesso a conteúdos diferenciados e sem anúncios, já está no radar para lançamento no Brasil. O outro, meio chato, é que o YouTube está criando novas modalidades de anúncios, em especial para os canais com o maior número de assinantes, com duração de 6 e 15 segundos, mas que não poderão ser pulados.

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O tomate que quer devorar Hollywood

Apesar de filmes como Logan, Mulher-Maravilha, Homem-Aranha, Kong e outros grandes blockbusters terem estreado este ano, 2017 tem se mostrado um ano meio pavoroso para Hollywood. Em especial o verão, a época de maior venda de ingressos no ano, foi um período tão ruim que a bilheteria ficou próxima do mesmo período em 1995. Já comparando com 2016, a queda foi de cerca de 45% para o período, que vai de maio a setembro. Com apenas US$ 3,8 bi em ingressos, este foi o primeiro ano desde 2006 que a bilheteria americana não passa de US$ 4 bi, segundo o site comScore.

 

E de quem é culpa? Dos remakes infindáveis? Das franquias que lançam um filme a cada dois anos basicamente repetindo a fórmula do anterior? De filmes que basicamente são mostruários de merchandising? Para Hollywood o problema não é nada disso. O grande problema seria a internet. Mas não os sites de pirataria ou mesmo a Netflix. Seria um único site chamado Rotten Tomatoes. Criado como um simples agregador de críticas de filmes, a nota no Rotten Tomatoes passou a significar em muitas situações a vida ou a morte de um filme. E vida ou morte neste caso implica em ganho ou perda de bilhões de dólares. E a principal reclamação contra o site é a ferramenta chamada de Tomatometer® (sim, com ® mesmo), que separa os filmes em três categorias: Certified Fresh (Fresco Certificado) para filmes com nota superior e constante acima de 75% e com mais de 80 críticas apuradas nos casos de grandes lançamentos e pelo menos 5 avaliações da elite dos críticos; Fresh (Fresco), com pelo menos 60% de críticas favoráveis; e Rotten (Podre), com qualquer nota de 59% para baixo.

 

A grande reclamação da indústria é sobre como se chega a esse indicador. O site não calcula médias das notas, ele calcula a porcentagem das críticas que foram positivas. E isso pode gerar uma grande diferença. Por exemplo, vamos imaginar que três críticos deram para o filme X, a mesma nota 4,9 de 10. Apesar de a matemática nos dizer que a média seria 4,9 a metodologia do Rotten Tomatoes coloca as três notas como negativas, ou melhor, abaixo da média. Ou seja, seria um filme 0% no Tomatometer®. Por outro lado, um filme Y, com três notas 5,1, teria uma nota muito próxima ao do filme X, apenas 0,2 de diferença. Só que na conta do Rotten Tomatoes Y seria um filme 100%, um legítimo Certified Fresh. É claro que este é um exemplo extremo e os defensores do site dizem que a grande quantidade e abrangência de críticas fazem com que distorções sejam eliminadas. Mas os estúdios não vêem assim. Alguns dos maiores filmes recentes em termos de bilheteria costumam ter (com certa razão) notas muito baixas para a crítica, como por exemplo os filmes da franquia Transformers.

 

Só que o Rotten Tomatoes caiu no gosto popular exatamente por ser de fácil leitura. Mas muitos dos seus usuários não entendem bem a lógica da avaliação. E obviamente uma nota 100% do filme Y vai convencer a audiência a ir atrás do filme. Enquanto isso a nota 0% de X vai afastar o público, mesmo sendo filmes de qualidade semelhante. E este ano alguns filmes que fracassaram nas bilheterias, como Baywatch e Piratas do Caribe 5 tiveram notas bem baixas no RT (18% e 30%, respectivamente). Os estúdios dizem que estes não são filmes para agradar críticos enquanto o Rotten Tomatoes informa que não escreve críticas, só faz as contas. Para algumas figuras importantes do cinema, como o diretor Brett Ratner, "a pior coisa que temos na cultura cinematográfica de hoje é o Rotten Tomatoes. Acho que é a destruição do nosso negócio", disse o cineasta para a Entertainment Weekly. E durma com um barulho desses.

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com).  É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital.

Novidades da semana para ver em casa

Confira os lançamentos da semana nas plataformas digitais, como iTunes, Google Play Filmes e outras. Antes de mais nada, já vou avisando que foi uma semana meio fraquinha em termos de grandes lançamentos. Mas colocamos um bônus no final para quem está pensando em aproveitar o feriado prolongado (para alguns).

 

Um laço de amor | Gifted

(Drama, 101 min, indicado para maiores de 12 anos)

 

Às vezes nos habituamos tanto com um ator em certo tipo de papel que só a experiência de ver atuando em algo diferente já é gratificante. Esse é o caso de Chris Evans, que nós já vimos em uma dezena de filmes encarnando heróis de quadrinhos, em especial o Capitão América. Neste drama com uma leve pitada de comédia, Evans vive um jovem solteiro que tenta fazer com que sua sobrinha superdotada (McKenna Grace) tenha uma vida normal. Um ótimo filme daquela linha de filmes leves para distrair e encantar o espectador.

 

Viagem das Loucas | Snatched

(Comédia, 90 min, Indicado para maiores de 14 anos)

 

Após o fim de um relacionamento, Emily (Amy Schumer) convence sua superprotetora mãe, Linda (Goldie Hawn) a viajar com ela por um relaxante roteiro pela América do Sul. As duas acabam se metendo em um monte de confusões e apesar da catástrofe instalada, as duas trabalham suas diferenças como mãe e filha – de uma maneira imprevisível e hilária – é a única maneira de escapar de sua aventura na selva.

 

Filmes mais populares dos serviços de VOD – Veja aqui uma lista dos filmes que estão em alta nos serviços de vídeo.

 

O Poderoso Chefinho | The Boss Baby

(Infantil, 97 min, Indicação livre)

 

O Poderoso Chefinho mostra como os bebês “realmente” nascem. Do ponto de vista de um garoto de 7 anos muito imaginativo chamado TIM, é contada a cheagada de um bebê muito especial em uma família comum.

 

A Cabana | The Shack

(Drama, 132 min, Indicado para maiores de 10 anos)

 

Baseado no best-seller homônimo, “A Cabana” apresenta a jornada espiritual de um pai que está em uma profunda depressão e crise de fé quando recebe uma carta misteriosa que o convida para ir a uma cabana e sua vida mudará para sempre.

 

Velozes e Furiosos 8 | The Fate of the Furious

 

(Ação e Aventura, 135 min, Indicado para maiores de 14 anos)

A adrenalina do passado volta com tudo quando uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade.

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com).  É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital.

Os filmes em 3D estão condenados?

Quando chegou aos cinemas em 2009, o filme Avatar, do diretor James Cameron, causou uma corrida aos cinemas para que as pessoas pudessem se transportar para o fictício planeta Pandora e apreciar as aventuras do soldado humano Jake Sully e da alienígena Na´Vi, Neytiri, a princesa do clã Omaticay. Apesar da trama parecer uma mistura de Aliens com Pocahontas, Avatar conseguiu alcançar a marca de US$ 2,7 bilhões e se tornar a maior bilheteria de cinema de todos os tempos. O seu grande atrativo foi uma nova técnica que permitia assistir aos filmes com um impressionante e realista efeito tridimensional. Por conta do sistema de projeção, que obriga inclusive a assistir ao filme com óculos especiais, o ingresso também é mais caro, o que ajudou a dar uma turbinada na receita de Avatar.

 

Ainda hoje, mesmo com praticamente todos os grandes cinemas oferecendo salas com possibilidade de projeção 3D, o preço do ingresso ainda é de 25% a 50% mais caro nas exibições tridimensionais. E esse é o primeiro ponto que tem jogado contra o filme 3D. O segundo é que a projeção é mais trabalhosa que a do filme normal. Então é muito comum encontrar pessoas reclamando que não conseguiram enxergar trechos da história porque a tela fica muito escura. Outro ponto é a qualidade das produções em si. No começo da década, seguindo a trilha bem sucedida de Avatar, começaram as produções em 3D, com a captação de imagens feitas para o formato. Mas também vieram muitos filmes gravados com câmeras normais e transformados em imagens 3D, o que frequentemente tem um resultado final fraco e até mesmo adverso.

 

Outro problema com as produções em 3D foi o uso doméstico. Apesar da febre e da oferta maciça de aparelhos, pouquíssima gente assistiu de fato alguma coisa no formato tridimensional. A tecnologia foi tão mal recebida que a Samsung, maior fabricante de TVs do mundo, abandonou o barco tridimensional em sua linha 2016 de TVs. Produzir um filme em 3D é mais caro e mais complicado. Se a audiência ficar restrita aos cinemas e não sair em vídeo doméstico, fica ainda mais difícil um filme no formato ser lucrativo.  Em especial nesses tempos que o VOD se tornou popular, o filme em 3D é muito mais pesado que um filme normal para assistir, pois na verdade é como ver dois filmes ao mesmo tempo. E nem toda conexão aguenta.

 

Até mesmo os principais apoiadores do 3D, como a Imax, especializada em projeções em telas imensas, já afirmaram que a tecnologia passará por uma redução e que ficará restrita a menos projetos no futuro. O fato é que as vendas de ingressos para filmes em formato 3D têm caído. Nos EUA a participação na bilheteria destes filmes era de 21% do total de ingressos vendidos, com US$ 2,2 bilhões em exibições. Em 2016, a participação dos filmes 3D nos EUA caiu 14% da bilheteria total, fechando o ano em US$ 1,6 bilhão. Curiosamente, o público fora da América do Norte tem mantido mais interesse no cinema 3D. Em nível global, tratando apenas dos cinemas que podem exibir no formato 3D, mais de 50% das sessões são exibidas dessa forma. E se depender de James Cameron, os filmes em 3D não vão morrer. O diretor está trabalhando em nada menos que quatro filmes que darão sequência a Avatar. Todos em 3D.

 

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com).  É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital.

Novidades da semana para ver em casa

Confira os principais lançamentos da semana nas plataformas digitais, como iTunes, Google Play Filmes, SmartVOD e outras. E se você perdeu, confira a coluna desta semana sobre a Netflix com todos os lançamentos para Setembro de 2017.

 

Mulher-Maravilha (141 min, Indicado para maiores de 12 anos)

 

A personagem apresentada em Batman vs Superman ganha seu filme próprio para contar como Diana, uma princesa das Amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível, mas criada em uma ilha paradisíaca protegida da interferência da humanidade, se tornou a heroína Mulher-Maravilha. Freqüentemente citado como o primeiro filme do sub-gênero super-heróis com uma mulher como protagonista e sua importância para a representatividade feminina, o filme da diretora Patty Jenkins é uma boa aventura que em certos momentos vai lembrar ao espectador de uma época mais simples e divertida do cinema. O Superman original (aquele de 1978 com Christopher Reeve) e Caçadores da Arca Perdida dão muito o tom da primeira parte do filme. Na parte final ele volta a se parecer com os outros filmes baseados nos heróis da DC Comics, como Man of Steel e mesmo Batman vs Superman, pelo tom mais sombrio e pouco humanizado. Apesar de ter um currículo ainda pequeno no cinema, a modelo e atriz israelense Gal Gadot consegue dar vida a heroína dos quadrinhos se não com um desempenho surpreendente, pelo menos com uma atuação fisicamente compatível para um filme de tanta ação.  

 

Corra! (104 min, indicado para maiores de 14 anos)

 

O gênero de terror, apesar de seu baixo reconhecimento pela crítica, freqüentemente é terreno fértil para a experimentação e inovação. É o caso de Corra!, dirigido e roteirizado pelo comediante Jordan Peele, que consegue com uma grande habilidade criar um filme de situações que poderiam facilmente ser uma trama de comédia pelo absurdo e as trocas de papéis entre personagens brancos e negros e seus estereótipos cinematográficos. A história gira em torno de Chris (Daniel Kaluuya), um negro que vai visitar a família de sua namorada branca e acaba envolvido num sinistro contexto e verdadeira razão da visita. A princípio, Chris imagina que todo o tratamento excessivamente gentil da família é uma forma para tentativa de lidar com o relacionamento inter-racial da filha. Mas uma série de descobertas cada vez mais perturbadoras leva o filme a um final surpreendente. 

Foto: Divulgação.

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com).  É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital.

Por que a Netflix tira os meus filmes preferidos do catálogo?

Todo mês eu vejo a mesma reclamação sobre a Netflix circulando nas redes sociais: A Netflix está tirando a minha série favorita. A Netflix vai tirar dezenas de filmes do catálogo. E é verdade. Todo mês a Netflix tira dezenas de atrações da sua lista de programação. Mas por que eles fazem isso? Eles não têm pena do assinante?

 

Em primeiro lugar, você, usuário do serviço, tem que ter uma coisa em mente. A Netflix é como uma locadora de vídeo. Aliás, a Netflix nasceu e ainda é uma locadora de vídeo há 20 anos. Tudo bem que a Netflix já era moderninha em 1997 quando a empresa era basicamente um serviço online em que o cliente podia pedir filmes que chegavam em DVD na sua casa e depois eram recolhidos. Logo cedinho eles inovaram no modelo de negócios e criaram os planos em que o cliente pagava assinatura e podia escolher quantos filmes ficaria de cada vez. Na medida em que devolvia o filme, podia pegar outros títulos e ficar com eles por quanto tempo achasse necessário, sem pagar locações diárias. Somente em 2007 a Netflix começou a oferecer a opção de ver os filmes pelo computador. Em 2010, o serviço de transmissão de vídeo chegou aos telefones nos Estados Unidos (EUA) e no ano seguinte chegou à América Latina com o pacote completo. E o mais curioso é que a Netflix ainda entrega disquinhos com filmes para mais de cinco milhões de clientes nos EUA.

 

Só que diferente das locadoras de filmes em mídia física, que tem uma limitação clara de quantos discos estão disponíveis para alugar em seu acervo, a Netflix, serviço de vídeo sob demanda (falamos de VOD semana passada), também tem um acervo limitado. Assim como a locadora não faz os filmes (menos no sensacional filme Rebobine, Por Favor, de Michel Gondry) a Netflix tem uma limitação importante: ela tem que ter os direitos para transmitir cada um dos seus conteúdos. Funciona assim: um filme é lançado e a Netflix procura o distribuidor e acerta um período, que geralmente é de no mínimo um ano, em que aquele filme ficará disponível. Em algumas situações fecha com o distribuidor grandes pacotes de conteúdo, como é o caso dos parceiros Disney e suas licenças como Marvel e Star Wars. E obviamente esses acordos também não são para sempre e podem ser revistos a qualquer hora. A própria Disney já anunciou que vai retirar o seu conteúdo da Netflix americana para lançar a sua própria plataforma de distribuição VOD.

 

É por isso que a Netflix investe tanto em produções próprias, que na verdade nem são tão próprias assim. As “Netflix Original Series” têm acordos de distribuição e investimento da Netflix, como é o caso da série House of Cards, cujo verdadeiro dono é a produtora Media Rights Capital (MRC), um estúdio que produz a série para a Netflix. Por isso é possível ver algumas séries da Netflix sendo transmitidas em canais de TV à cabo, por exemplo. Tendo um acervo próprio e de boa qualidade, a Netflix depende menos de contratar atrações de outras empresas. Mas sabe da melhor? Você mesmo pode fazer indicações para a Netflix de séries e filmes que gostaria de ver. Vá ao endereço https://help.netflix.com/pt/titlerequest e diga o que gostaria de ver. Dica: não adianta colocar Game of Thrones que esse é da HBO e ela não vende, não aluga e nem empresta. Segundo a própria Netflix, eles são muito atentos aos pedidos do público, e o que pesa na escolha é principalmente popularidade, custo, existência e disponibilidade de temporadas e no fim das contas, se os direitos de transmissão não estão vendidos para outras empresas de conteúdo.

 

E já que estamos falando de Netflix, olha aí os filmes e séries que entram no catálogo em setembro.

 

Séries

·  Star Trek: Discovery | Primeira Temporada - Disponível 25/09/2017

·  Narcos | Terceira Temporada - Disponível 01/09/2017

·  Fuller House | Novos episódios - Disponível 22/09/2017

·  Bojack Horseman | 4ª Temporada - Disponível 08/09/2017

·  American Vandal | 1ª Temporada - Disponível 15/09/2017

·  Big Mouth | 1ª Temporada - Disponível 29/09/2017

·  Aquarius | 1ª e 2ª Temporadas - Disponível 01/09/2017

·  Gotham | 3ª Temporada - Disponível 01/09/2017

·  Grey's Anatomy | 13ª Temporada - Disponível 01/09/2017

·  Agents of Shield | 4ª Temporada - Disponível 01/09/2017

·  How to Get Away With Murder | 3ª Temporada - Disponível 16/09/2017

·  Legends of Tomorrow | 2ª Temporada - Disponível 25/09/2017

·  Jane the Virgin | 2ª Temporada - Disponível 01/09/2017

·  Once Upon a Time | 6ª Temporada - Disponível 01/09/2017

·  Supergirl | 2ª Temporada - Disponível 25/09/2017

   

Filmes

·  Nossas Noites | Disponível 29/09/2017

·  First They Killed My Father | Disponível 15/09/2017

·  #RealityHigh | Disponível 08/09/2017

·  6 Dias | Disponível 22/09/2017

·  Amores Canibais | Disponível 22/09/2017

·  Love.com | Disponível 01/09/2017

·  A Escolha Perfeita 2 | Disponível 04/09/2017

·  Black Snow | Disponível 01/09/2017

·  Ted 2 | Disponível 04/09/2017

·  Insurgente | Disponível 20/09/2017

·  Papéis ao Vento | Disponível 01/09/2017

 

Documentários e Especiais

·  Jerry Antes de Seinfeld | Disponível 19/09/2017

·  Surfar por uma Nova Vida | Disponível 01/09/2017

·  Marc Maron: Too Real | Disponível 05/09/2017

·  Whitney: Can I Be Me | Disponível 03/09/2017

·  George Harrison: Living in the Material World | Disponível 15/09/2017

·  Foo Fighters: Back and Forth | Disponível 15/09/2017

 

Infantil

·  Lego Elves: Segredos de Elvendale | 1ª Temporada - Disponível 01/09/2017

·  O Ônibus Mágico Decola Novamente | 1ª Temporada - Disponível 29/09/2017

·  Spirit: Cavalgando Livre | 2ª Temporada - Disponível 08/09/2017

·  Greenhouse Academy | 1ª Temporada - Disponível 08/09/2017

·  Project MC2 | Parte 5 - Disponível 15/09/2017

·  Pokémon The Series: XYZ | 1ª Temporada - Disponível 01/09/2017

 

Foto: Divulgação

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com).  É colaborador da Se7e Cultura e escreve a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital

Novidades da semana para se divertir em casa

A partir desta semana vamos tentar colocar por aqui os principais lançamentos nas plataformas digitais, como iTunes, Google Play Filmes e outras. Fique de olho também para acompanhar as novidades na Netflix. Como esta é a nossa primeira semana, vou trazer alguns títulos lançados em agosto e que, provavelmente, você vai querer ver ou rever.

 

Rei Arthur – A Lenda da Espada

 

Depois de vários filmes de gângsteres nas periferias de Londres e de revitalizar o personagem Sherlock Holmes, o diretor Guy Ritchie agora avança sobre outro ícone da velha Inglaterra: O rei Arthur. Provavelmente os fãs das histórias do homem que vira rei após tirar a espada de uma pedra se surpreendam com a nova roupagem do mito, mais urbano e cheio de pequenas metáforas sobre a vida moderna, mesmo se passando na idade média. Com Charlie Hunman, Idris Elba, Jude Law e Eric Bana.

 

Z - A Cidade Perdida

 

Baseado na história real do explorador britânico Percy Fawcett, o diretor James Gray (Os Donos da Noite e Amantes) reconstrói as histórias das viagens exploratórias do inglês pela Amazônia no início do século 20 em busca de uma civilização desconhecida que poderia existir na região. Apesar de ter passado meio batido do grande público é uma pequena jóia cinematográfica com excelentes atuações de Charlie Hunman (olha ele aí de novo) e Robert Pattinson (sim, aquele que já foi o vampiro Edward, mostrando que é muito mais ator do que aparentava).

 

Alien: Covenant

 

Em 1979 Ridley Scott criou um clássico de dois gêneros, a ficção científica e o terror,  com o filme Alien – O Oitavo Passageiro. Quase 40 anos depois ele revisita mais uma vez a sua criação com um filme que preenche mais algumas lacunas entre aquele primeiro filme e Prometheus, que teve uma recepção fraca de público e crítica. Verdade seja dita, Alien: Covenant tem seus momentos interessantes, mas ainda assim abaixo do original dos anos 70. Destaque para as atuações Michael Fassbender como os andróides David e Walter.

 

Guardiões da Galáxia Vol.2

 

Se Alien: Covenant é o terror no espaço, Guardiões da Galáxia Vol.2 traz uma mistura ainda mais incrementada. Anti-heróis espaciais em uma aventura com grandes doses de comédia e pequenas pitadas de drama.  E o mais incrível é sob a direção de James Guun o filme funciona em todas estas dimensões resultando em um dos mais interessantes filmes recentes do subgênero de super-heróis. Dando sequência ao filme original, os Guardiões se envolvem numa trama relacionada ao pai de seu líder, Peter Quill (Chris Pratt) enquanto tentam manter unida a sua disfuncional família.

 

Rubens Bonfim é jornalista, trabalha com TI e escreve sobre vida digital no blog Vivendo no Século 21 (vivendoseculo21.wordpress.com). É colaborador da Se7e Cultura e escreverá a coluna Diversão Digital sempre dedicado à insana tarefa de acompanhar tudo que sai sobre entretenimento digital.

Um guia básico para entender o vídeo “on demand”

Talvez você não saiba, mas o Brasil é o oitavo maior mercado do mundo em vídeo sob demanda. Em inglês video on demand, ou VOD, é um amplo conceito que envolve nomes que talvez você conheça bem. Nesse balaio estão a Netflix, o iTunes, o Google Play Filmes, Amazon Prime, HBO GO, Telecine On e Play, SmartVOD e centenas de outros serviços. E cada um deles tem suas características próprias de conteúdo, modelo de negócio e abrangência. Mas basicamente é qualquer vídeo que você assiste usando a Internet como canal, incluindo filmes, séries, notícias e outros programas de TV disponibilizados para computador, aparelhos móveis, smart TV, vídeo-games e outros aparelhos conectados.

 

A primeira grande diferença entre todos eles é como você contrata. Em alguns casos como a Netflix e Amazon Prime, há uma mensalidade que dá acesso a todo o conteúdo da plataforma. Em outras como iTunes, Google Play Filmes e SmartVOD, você paga por atração, alugando por um período ou comprando o direito de ver aquele conteúdo  na hora que quiser, sem limite de vezes ou de tempo. Em outros casos, o usuário tem o acesso vinculado a outro serviço ou pacote como a de internet ou de TV a cabo. É o caso dos serviços de VOD dos canais de TV, como o Globosat Play. Em algumas situações, há uma oferta combinada, em que o usuário tem acesso aos filmes dos canais Telecine por ser assinante dos canais e pode alugar os filmes por meio do Telecine On. Também há aqueles serviços gratuitos, mas com anúncios. E há plataformas que são verdadeiros tudo em um, como Youtube, onde é possível ver filmes comparados ou alugados pela plataforma Google Play Filmes, conteúdo via assinatura por meio do Youtube TV que oferece programas da ABC, CBS, FOX e NBC (mas só nos EUA por enquanto), além do conteúdo gratuito, que qualquer um pode hospedar, inclusive aquele do seu youtuber preferido.

 

A segunda é sobre o conteúdo. Alguns serviços como o Netflix, Amazon Prime Vídeo e Crackle oferecem filmes, séries de TV e documentários, alguns itens do catálogo são de produção própria e outros de programação feita por terceiros. Outras plataformas são muito voltadas a nichos específicos de público, como o de fãs de animações orientais (Crunchyroll), games (Twitch), ou esportes (Esporte Interativo, NFL Mobile), culinários (Tastemade) e infantis (Gloob Play, Nickelodeon, Discovery Kids Play). Outros serviços são destinados a dar uma opção para os espectadores de seu conteúdo próprio, como a HBO GO. No fim das contas, será difícil você não achar um conteúdo que não te agrade. Outra diferença entre serviços é a possibilidade de download. O normal dos serviços de VOD é o cliente assistir via streaming, como se assistisse a um vídeo no Youtube. Mas algumas plataformas permitem que você faça o download para assistir sem estar conectado à internet. Muito útil pra quem viaja muito, quer ter algo para ver no metrô ou simplesmente não quer estourar o pacote de dados do celular. 

 

E aí vem a próxima questão: Onde assistir? Praticamente todos esses serviços tem aplicativos para celulares e tablets. Vários tem aplicativos para TVs conectadas, em especial os modelos da LG e Samsung, que são as líderes globais no segmento e contam com maior atenção dos distribuidores de conteúdo, mesmo assim esses aplicativos geralmente tem menos recursos e atualizações menos frequentes que seus primos instalados em celulares. Videogames também possuem muitos aplicativos de VOD, ao menos dos principais serviços. Há também os set-top boxes, aqueles aparelhinhos quase mágicos cheios de serviços, como a Apple TV. Pessoalmente, para mim a melhor opção entre todas as possibilidades do mercado é um aparelhinho da Google, o Chromecast. Com ele ligado na TV você acessa quase todos os bons serviços de VOD do mercado no próprio aplicativo no celular ou computador e joga o conteúdo para tela da sua TV, que nem precisa ser smart TV. Simples e fácil.

 

Outro ponto a ser observado nos serviços de VOD é o lançamento de títulos. Alguns deles como o iTunes, Google Play Filmes e SmartVOD vão ser os primeiros lugares em que aquele filme que você queria tanto ver no cinema e saiu de cartaz vai chegar. Inclusive antes de chegar nas lojas em formato físico (ah, vamos passar a falar semanalmente dos principais filmes que chegam aos serviços VOD a partir desta sexta!). Outras plataformas como o Netflix já trabalham mais com filmes não tão novinhos assim e as séries só chegam lá depois de exibidas a temporada inteira, quando não são de produção da própria Netflix. Nos serviços dos canais, como Fox, o conteúdo das séries é disponibilizado muitas vezes junto como a exibição do episódio.

 

Com certeza quando se fala em ver flmes e séries pela internet se pensa primeiro em Netflix. Mas como vocês puderam ver, há muito mais nesse universo do que um único nome. E isso vem mudando a maneira como as pessoas se relacionam com o hábito de ver TV. Segundo um levantamento recente, encomendado pela Globosat, entre 2012 e 2016 o uso do VOD cresceu 415% no Brasil. Apenas os conteúdos dos canais Globosat, como GloboNews, SporTV, GNT e Multishow, além de canais internacionais de filmes, como Universal, SyFy e Megapix, já contam 2,6 milhões de usuários cadastrados, com 4,5 milhões de downloads do aplicativo e mais de 60 milhões de horas assistidas. E essa é uma tendência mundial. Atualmente, cerca de 70% do tráfego de dados de toda a internet é de streaming de vídeo. A tendência é que cheguemos em 2020 usando 90% das trocas de dados no planeta para VOD. O mundo mudou e você nem viu porque estava assistindo vídeos de gatinhos do Youtube ou House of Cards na Netflix.

 

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